2 de dezembro de 2010

OS ORIXÁS - BERIMBAU E ILDÁSIO TAVARES

 Berimbau e Ildásio Tavares - LP SOM LIVRE: 403 6153 - 1978
 Capa: Carybé (veja imagem em maior resolução mais adiante neste post)


Luís Berimbau e Ildásio Tavares
Fruto de longos anos de pesquisas e elaboração da dupla Luís Berimbau (poeta, multiinstrumentista, cantor, compositor) e Ildásio Tavares (poeta, compositor, tradutor, alabê), o disco Os Orixás é um trabalho de criação poético-musical inspirado nas entidades do panteão afro-brasileiro, nas suas características psicológicas, nos seus rítmos e toques percussivos, danças e melopéias.
Com uma belíssima capa desenhada pelo artista plástico e também homem do convívio com a religião afro-brasileira, o disco traz uma proposta cheia de originalidade e merece ser estudado por quem se interessa pela música brasileira, pois alí já despontavam caminhos de fusões rítmicas tornadas usuais alguns anos mais tarde. Predominante, a batida de ijexá é usada em cinco, das doze canções. Mas uma roupagem diferente é conferida a cada uma delas. Da contracapa do álbum, consta ainda um glossário dos vocábulos do Yorubá, das expressões que só talvez os baianos saberiam compreender, universalizando, assim, a obra. O glossário foi elaborado por uma das personalidades mais eminentes e íntimas do candomblé, o escultor e artista plástico Mestre Didi. A cantora Eloah, que não possui muitos registros da sua trajetória musical, foi a escolha perfeita para a interpretação vocal, conferindo um tom emotivo destituído de artimanhas técnicas, completamente dispensáveis, neste tipo de trabalho.
A cantora paulista Eloah (Aeluah Marize Souza Valle), emprestou a sua excelente qualidade vocal às canções do LP Os Orixás, correspondendo ao talento melódico e poético da dupla Berimbau/Ildásio Tavares, no trabalho mais representativo dessa polirritmia dos orixás, a que se referiu Berimbau.

E nada melhor para descrever essa rica proposta, do que a leitura do texto da contracapa, assinado pelo escritor baiano Jorge Amado:

"O POETA, O COMPOSITOR E OS ORIXÁS

Muito bom, me diz João Jorge, meu filho, vidrado num som moderno e entendido no assunto. Para mim, a música de Berimbau está além da contigência pois eu a sinto ritual e antiga, nascida na roda de santo. Também o poema de Ildásio Tavares tem suas raízes numa língua brasileira mestiça onde vocábulos ibéricos e vocábulos africanos se misturam e renascem em terras da Bahia. Fundem-se música e poema numa única verdade popular: a homenagem aos orixás que protegem a cidade e a gente que aqui vive, labuta, sofre, confia e canta. João Jorge me explica detalhes da criação musical e poética, justos e coerentes. Para mim, no entanto, ignorante da complexidade do som novo e de ouvido duro, sobra na memória antes de tudo essa fidelidade essencial à Bahia. O compositor e o poeta cantam no terreiro onde os orixás dançam com seus filhos e suas filhas.

De Berimbau só sei da música e não é pouco pois a música do jovem compositor aí está para quem queira ouví-la e destina-se, creio eu, a sucesso merecido e amplo. De Ildásio, sei muito pois há tempos acompanho seu caminhar e sua disposição em prosa e verso, sobretudo em verso. Esse moço intelectual tem trilhado muitos e diversos caminhos. Marcha porém sempre em frente, buscando o encontro constante da criação literária com as fontes populares, marcadas quase sempre pelo quotidiano dramático, numa conotação social que se afirma mesmo quando o poema é litúrgico. Os Orixás de Ildásio são orixás lutadores, ao lado do povo.

Ildásio Tavares é figura importante no Axé do Opô Afonjá, com alto posto na casa de Oxum, no terreiro de Xangô. Assim, os temas que Berimbau tratou, transformando-os em nova criação musical, são familiares ao poeta que os conhece na intimidade. Daí o acerto do encontro do compositor e do poeta na louvação dos encantados, doze deles, os mais famosos. Reunidos, Berimbau e Ildásio fizeram-se voz da gente mais despojada da Bahia na sua afirmação inicial. Ainda bem.

Voz também do povo em seu canto largo, é Eloah a quem os criadores entregaram a tarefa de interpretar a louvação. Ela lhe deu o calor de seu sentimento. O maestro Hélcio Alvares emprestou o valor do conhecimento musical nos arranjos admiráveis. Completando a alta qualidade desse LP.
Jorge Amado."


O álbum Os Orixás pode ser escutado na íntegra aqui:


FAIXAS:
LADO A:

1. Exú - Berimbau/Ildásio Tavares
2. Ogun - Berimbau/Ildásio Tavares
3. Omulú - Berimbau/Ildásio Tavares 
4. Oxossi - Berimbau/Ildásio Tavares 
5. Logun Edé - Berimbau/Ildásio Tavares
6. Nanan - Berimbau/Ildásio Tavares

LADO B:

1. Oxun - Berimbau/Ildásio Tavares
2. Yansan - Berimbau/Ildásio Tavares
3. Yemanjá - Berimbau
4. Xangô - Berimbau/Ildásio Tavares
5. Oxalá - Berimbau/Ildásio Tavares
6. Axé Opô Afonjá /
Alujá - Berimbau/Ildásio Tavares

FICHA TÉCNICA
Produção - Magno Salermo
Assistente de Produção - Berimbau
Capa - Carybé
Contra Capa - Jorge Amado
Coordenação da Capa - Vera Roesler
Layout - Joel Cocchiaram
Glossário - Didi Asipó (Deoscoredes Maximiliano dos Santos)
Técnicos de Som - Zilmar R. de Araújo
Técnicos de Som - Wanderley
Gravado e Mixado no Estúdio do Templo - São Paulo
Músicas de Berimbau e Ildásio Tavares
Arranjos - Elcio Alvarez
Canta - Eloah 





A - 05 Logun Edé (Ijexá)

Ê ê ê ê ê
Fara Logun Fara Logun Fa

No fundo da mata escondeu seu tesouro
Tesouro tirado do fundo do mar
De conchas e búzios e peixes de ouro
Tesouro de Oxun para Oxossi guardar

Brincou pelo mato menino guerreiro
Na caça e na pesca, reinando Logun
Cansou foi pro mar, mergulhou bem ligeiro
Tirando de Oxossi o tesouro de Oxun

Ê ê ê ê ê
Fara Logun Fara Logun Fa


 
 
B - 03 Yemanjá (Ijexá)

Se eu vivesse do jeito que eu queria
E se fosse dia 2 de fevereiro na Bahia
Eu fazia um barco todo de ouro
Mandava um tesouro pro mar

De Yemanjá, Yemanjá
Mãe sereia
Feita de água e areia
Cabelo cor de horizonte
Estrela d'alva na fronte

De Yemanjá, Yemanjá
Mãe sereia

Farol da Barra alumiou o mundo
Foi ela quem mandou que o mar fosse baiano
De Piatã ao continente africano
De Yemanjá, Yemanjá
Mãe sereia

Odô Yá Ê Ê
Odô Yá Ê Ê Ê

A seguir, um texto publicado originalmente na Revista Música, Ed. Imprima. Março de 1980. (Acessado em: blog Velhidade -Eduardo Menezes)


Os Orixás: Melodias e Tradições do Candomblé da Bahia
 
"O elepê "Os Orixás" reúne doze composições de autoria de Berimbau e Ildásio Tavares, calcadas nos ritmos e melodias do tradicional culto negro no Brasil, o Candomblé da Bahia. As músicas são interpretadas por Eloah (Aeluah Marize Souza Valle), cantora paulista, que após anos de experiência em coros, lança-se como solista, demonstrando uma grande tarimba, e sensibilidade vocal.
Mas não se trata, simplesmente, de mais um disco reunindo canções inspiradas em rituais dos Orixás. Além de tudo é um trabalho feito por artistas, que pertencem à comunidade religiosa negra mais tradicional e fechada da Bahia. Tavares detém um alto posto na casa de Oxum, Berimbau da casa de Oxossi, e Eloah, após as iniciações preliminares, passará a ocupar um lugar.
Da longa vivência que Ildásio e Berimbau tiveram da riqueza afro-brasileira, surgiu a idéia de produzir um disco homenageando os Orixás. A capa do disco é de Carybé, um dos mais festejados artistas plásticos do Brasil, com renome internacional. A contracapa é de Jorge Amado que dispensa qualquer comentário."



Os Orixás - Capa de Carybé
(clique para ampliar)



GLOSSÁRIO

Termos em língua yoruba usado pelos autores, nas traduções e explicações.
(Didi Axipá)
(assogbá do Axé Opô Afonjá)


EXU
Bara - Qualidade de Exu, o Exu individual
Elegbá - Qualidade de Exú

OGUN
Aiyê - o mundo visível, o mundo material, este mundo
Ogun ê - Saudação de Ogun

OMULU
Ajiberô - um dos nomes de Omolu
Atotô - Saudação a Omolu
Babá - pai, um dos tratamentos devidos a Omolu
Kurin - Aférese de OKURIN, homem
Ofanran - Um dos nomes de Omolu

OXOSSI
Kamirô - Intraduzível
Erukerê - Instrumento ritual de Oxossi, feito de cauda do cavalo.
Kayodê - Nome próprio
Ketu - reino nagô na fronteira de Benin com a Nigéria
Odé - verdadeiro nome de Oxossi
Ofá - Arco Ritual de Oxossi
Okê, okê Odé, okê Arô - Saudações a Oxossi
Olorun - O ar, a água, a terra, a criação, Deus.
Orixá - a essência das forças naturais.

LOGUN EDÉ
Ê - saudação (pode ser feita a qualquer orixá)
Fara - perto de
Logun - nome do orixá Logunedé

NANAN
Aiyabá - Designação genbérica para os orixás femininos
Iyá - Mãe
Saluba - Saudação a Nanan

OXUN
Iyá - Mãe
Iyalodê - Dos termos Iyá (mãe) e Lodê (rua) - A mãe, a senhora das ruas, do espaço.

YANSAN
Aiyabá - Designação genbérica para os orixás femininos
Aiyê - o mundo visível, o mundo material, este mundo
Efun - Pó espiritual
Egun - espírito dos ancestrais
Eparrei - Saudação a Yansan
Iyá - Mãe
Iyá Mesan Orun - mãe dos nove céus (ver Orun)
Mesan - o número nove
Obá - rei, um dos tratamentos devidos a Xangô
Onirá - qualidade de Yansan
Orun - O outro mundo, o além. Mundo paralelo composto de nove círculos onde habitam os Egun e os Orixás.
Oyá - Verdadeiro nome de Yansan
Oyá Tetê - Orikí, (saudação) a Yansan

YEMANJÁ
Ê - saudação
Iyá - mãe
Odô, odô yá - saudação a Yemanjá

XANGÔ
Alujá - Toque ritual para Xangô, executado pelos Alabês (músicos) durante o Xirê (festa na qual os orixá vestem seus trajes e dançam em seus filhos).
Kawo Kabiesile - Saudação a Xangô
Obá - rei, tratamento dado a Xangô
Orixá - Os encantados, a essência das forças naturais
Oxê - o duplo machado ritual de Xangô

OXALÁ
Alá - o manto branco ritual de Oxalá
Babá - Pai, tratamento dado a Oxalá
Epa Babá - Saudação a Oxalá

AXÉ OPÔ AFONJÁ
Afonjá - uma qualidade de Xangô
Asogbá - o mais alto cargo conferido ao homem na casa de Omolu.
Atotô - Saudação a Omolu
Axé - força espiritual, energia
Axé Opô Afonjá - um dos mais antigos templos da religião Nagô no Brasil, localizado em São Gonçalo do Retiro, Salvador, Bahia.
Babá - pai, tratamento dado a Oxalá e Omolu
Inan - fogo
Kawo Kabiesile - Saudação a Xangô
Obá - rei, tratamento conferido a Xangô
Obá Inan - orei do fogo (relativo a Xangô)
Obaluayé - Um dos nomes de Omolu
Okê Arô - Saudação a Oxossi
Opô - coluna, pilar
Orun -outro mundo, o além, mundo paralelo, composto de nove círculos, onde habitam os Egun e os Orixás.


Fontes:
http://velhidade.blogspot.com.br/2014/01/berimbau-e-ildasio-tavares.html
http://lpsbrazil.blogspot.com/2010/06/os-orixas_18.html
http://acervoayom.blogspot.com/2006/10/os-orixs.html
http://acervotambor.blogspot.com/2008/03/os-orixas-1978.html

14 comentários:

  1. Dilson Silveira Filho10 de março de 2011 22:06

    Amigo Roberto, que maravilha poder escutar este disco. Sou amigo de Ildásio Tavares e era também muito amigo, além de vizinho, do saudoso Berimbau. Excelente registro, parabéns.

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  2. Caro Dilson,
    agradeço a visita e o comentário. Talvez você possa ajudar, complementando algumas informações sobre Berimbau, principalmente o local e a data do falecimento, já que nada conseguimos encontrar. Essa excelente cantora, Eloah, é também um mistério. As principais fontes de pesquisa para a Linha do Tempo sempre foram as informações disponíveis na internet, assim como referências trazidas por pessoas como você.
    @braços, sucessos!
    Roberto Luis

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  3. Amigo Roberto,

    Berimbau faleceu em sua residência, no Jardim Baiano. Ninguém soube ao certo o motivo, ele foi definhando, sem apetite, mas ninguém imaginou que faleceria uma vez que, ao menos aparentemente, não tinha nenhuma doença. Nos últimos dias não comeu quase nada, apenas iogurte. Morreu de repente. Fui ao enterro dele, no Cemitério das Quintas. Havia muitos artistas, como Luiz Caldas. Sinto, mas não consigo lembrar a data. Até o ano tenho dúvida se foi em 2004 ou 2005. Grande abraço!

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  4. Agradeço imensamente a contribuição, Dilson.
    Por aí você avalia a dificuldade em traçar uma linha do tempo dos músicos baianos, visto que na nossa cena artística não são privilegiados como deveriam, a menos que alcancem um sucesso considerável nas mídias, o que nem sempre está associado à qualidade da sua expressão musical.
    Seguimos atentos a esses dados, talvez você ainda possa oportunamente complementar as informações. Se desejar, disponho do CD "O Mago", de Luís Berimbau e podemos combinar uma forma de compartilhar essa obra.
    @braços, sucoessos!
    Roberto Luis

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  5. Caro Roberto, meu pai esteve com a ex-funcionária de Berimbau e ela confirmou a data exata da morte dele: 15 de março de 2005. De fato, quem pesquisa a vida e a obra dos bons artistas de nossa terra encontra muita dificuldade em obter informações precisas, e na maioria das vezes estas se dão de forma oral, pela lembrança das pessoas.
    Eu tenho o CD O Mago, de qualquer forma obrigado pela disponibilidade. Tenho também o CD Berimbau e Parceiros, em que ele musicou três letras de meu pai. Se desejar, posso lhe enviar os arquivos, em mp3.
    Grande abraço, qualquer coisa estamos aí.

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  6. Obrigado, Dilson.
    É claro que desejo os arquivos, até para conhecer a obra do seu pai (desculpe ter que admitir a minha ignorância a esse respeito). Confesso que nem mesmo sabia da existência desse CD.
    Então você tem mais estórias para contar do que eu pensava, quem sabe você nos fala um pouco mais sobre o trabalho do seu pai?
    O endereço de email é:
    robertoluiscastro@gmail.com
    Se preferir, pode me mandar o link com os arquivos compactados para eu baixar. Será um prazer apreciar esses trabalhos musicais.
    À sua inteira disposição e faça deste blog um espaço seu.
    @braços, sucessos!
    Roberto Luis

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  7. Olá, adoro o blog! Estou prestes a fazer uma apresentação da música 5 - Logun Edé, mas não encontrei o LP, vocês poderiam me passar via email? rah.bunton@hotmail.com
    Obrigado!!!
    Abraços!!!

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    1. Raoni,

      obrigado pelo comentário. É claro que não se consegue o LP, neste país é difícil um trabalho de pesquisa não passar desapercebido. Deve custar uma fortuna, nas mãos dos especuladores que sabem da importancia do disco (infelizmente, a única importancia para eles é explorar comercialmente sua raridade).
      Como você pode ver acima, o parceiro do blog LPS Brazil disponibilizou o áudio, e essa foi a minha única fonte de acesso.
      Seria muito oportuna a divulgação da sua apresentação, pois está promovendo um resgate da obra composicional de Ildásio e Berimbau, uma iniciativa rara. Parabéns!!!

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  8. Ola,
    Luiz Berimbau meu amigo e parceiro de musica, esteve aqui na minha casa em Ribeira do Pombal, para fazer uma show, lançamento do seu CD "O MAGO" SHOW ESSE A MEU PEDIDO E PRODUÇÃO, aqui, falamos muito sobre as boas musicas, etc... Dias depois fui a casa dele fui a casa dele passei um dia inteiro com ele em salvador, almocei por la, onde ele mostrava-me novas canções compostas por ele, segundo o mesmo "se tratava de trilha sonora". Em sumo nunca mais o vi, ate porque perdi todos os contatos que tinha dele como telefones, numa viaje que fiz a Barcelona e frança... Ja havia alguém me comentado que "ele teria falecido" hoje tive a idéia de pesquisar sobre os contatos e trabalhos do Berimbau onde bateu saudades do meu amigo e aqui encontro a confirmação de tua morte! Lamentável, pois ja havíamos de combinar uma nova gravação numa musica minha e do capinan! A quem interesse estou aberto para mais informações e dialogo a respeito do meu amigo e colega! Saudações GILMAR LINHARES www.facebook.com/linharesdvl www.facebook.com/dvlcomunicao glinhares66@gmail.com 71 93277844 tim 75 98664601 vivo skype gilmar.linhares

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  9. Maravilha. Gratidão por esta postagem.

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  10. Linda postagem, tenho o disco, vou tentar ripa-lo e disponibilizar!

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  11. Leprechaun Green, Grato pelo comentário. Se puder, fotografe capa, contracapa, encarte, selos do vinil. Será uma contribuição muito bem vinda, que poderei postar, mencionando a sua colaboração.

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  12. Olá, eu tenho esse disco, e eu ripei, coloquei tags e estou disponibilizando ele para voces, esta em .mp3, e tem tambem torrent.

    fiz pois sou Foramdo em Filosofia, Sociologia, Antropologia e ciências Políticas, como antropologo, estudo as Religiões e principalmente o Candomblé. tomei a postura de fazer isso pois esse disco alem de ser raro, não pode se perder. use com responsabilidade e sem fazer nenhum tipo de comercio. pois esse não foi meu intuito.

    segue link

    https://www.4shared.com/rar/ZUcTtD_Qce/DISCO_OS_ORIXS.html

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    1. Caríssimo Fr. L.,
      Grato pela relevante colaboração e parabéns pela sua postura, ela condiz perfeitamente com a filosofia deste humilde trabalho.
      Volte sempre e tenha certeza de que será espiritualmente gratificante e culturalmente edificante a sua publicação.
      Abraços!

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